O governo
federal decidiu ampliar, a partir de outubro, um benefàcio fiscal para as
indústrias de refrigerantes instaladas na Zona Franca de Manaus.
Decreto presidencial
publicado nesta segunda-feira (1º) em edição extra do Diário Oficial da União
(DOU) vai aumentar de 8% para 10%, a partir de 1º de outubro, o Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) de “concentrados”� para refrigerantes.
Na prática, com a medida,
o governo permitirá que os fabricantes instalados na Zona Franca tenham maior
benefàcio tributário, reduzindo a arrecadação federal. O Ministério da Economia
afirmou que a medida custará R$ 18,5 milhões aos cofres públicos em 2019, mas
não informou o valor que impactará o orçamento do ano que vem.
Na Zona Franca o IPI é
zero, mas as empresas têm direito a crédito na mesma alàquota cobrado daquelas
que atuam em outras regiões do paàs. Quando o governo aumenta o imposto, cresce
também o benefàcio. Esses créditos podem ser usados, por exemplo, para abater dàvidas
com a União.
O Ministério da Economia
não se manifestou sobre a medida até a publicação desta matéria.
Em nota, a Associação
Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcóolicas (Abir),
que reúne mais de 60 empresas, classificou o novo decreto como “relevante”� e
afirmou que a carga tributária do setor “é a maior da América Latina”�.
“Representa um
reconhecimento, por parte do Governo Federal, da importância da manutenção dos
benefàcios ao setor na Zona Franca de Manaus”�, avaliou a entidade.
Fonte: G1 Notàcias.