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Novo Regulamento do Imposto de Renda (RIR)

26.11.2018

Depois de quase 20 anos, o Regulamento do Imposto de Renda (RIR) ganhou uma nova versão com a publicação do Decreto nº 9.580/2018 no Diário Oficial da União nesta última sexta-feira, 23/11/2018, revogando o Decreto nº 3.000/99.

Com 46 artigos a mais, totalizando 1.050 artigos, a publicação cumpre a obrigação prevista no Código Tributário Nacional (CTN) de reunir toda a legislação tributária em um regulamento único, porém, ainda com uma defasagem temporal de quase dois anos, pois o novo Regulamento consolida a legislação publicada até 31 de dezembro de 2016, ou seja, mantendo ainda leis tributárias dos últimos dois anos de fora.

Ressaltamos que, importante marco atualizado no Regulamento foi a Lei nº 12.973, promulgada em 2014, que contempla a maior parte das alterações nas tributações da pessoa jurà­dica. Entretanto, esta mesma Lei já sofreu alterações importantes desde janeiro de 2017, que não foram contempladas pelo novo Regulamento, como por exemplo a Lei Complementar nº 160, publicada no dia 8 de agosto de 2017, que trouxe uma inovação ao alterar o artigo 30 da Lei nº 12.973, com a inclusão dos §§ 4° e 5°, extinguindo as discussões a respeito da classificação das subvenções em custeio ou investimento.

Em nosso entendimento, a Instrução Normativa RFB nº 1.700, publicada em março de 2017, que contempla a consolidação de nove Instruções Normativas, é o melhor “manual de orientação”� atualmente existente para o cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurà­dica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Là­quido (CSLL), pois além de estar mais atualizada que o novo Regulamento, reproduz os dispositivos da IN RFB nº 1.515/2014 e incorpora os dispositivos relacionados à  CSLL, que estavam na IN SRF nº 390/2004, além de dispor sobre a adoção inicial do regime tributário em observância aos arts. 1º, 2º e 4º a 71 da Lei nº 12.973.

Ademais, os Anexos I e II da IN RFB nº 1.700 discriminam de forma clara os principais ajustes (adições e exclusões) aplicáveis à s apurações do Lucro Real e da base de cálculo da CSLL, facilitando o entendimento quando da elaboração das bases de cálculo. Contudo, vale salientar que o contribuinte deve também observar as alterações posteriores à  publicação dessa Instrução Normativa.

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